Festival de Besteiras Ateístas

Uma crítica à desonestidade de certas pessoas.

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Uma refutação à página “Fuja da Caverna” e a um video de Sam Harris

Este post será mais longo devido a uma maior complexidade na hora de lidar com as técnicas utilizadas pela página “Fuja da Caverna”, do Facebook, mas ainda assim eu pretendo torná-lo o mais curto possível. Escolhi essa página porque seus moderadores têm um modo especialmente psicopático de persuadir pessoas a desacreditarem na religião cristã, especialmente a católica. Do modo como eles a apresentam, ela aparenta ser uma religião pior do que o islamismo — que eles também criticam, mas não com a mesma intensidade — muito embora o cristianismo tenha existido por cerca dois mil anos e não tenha produzido os mesmos frutos que o islamismo produziu, fato facílimo de se observar. Inclusive, a Igreja Católica trouxe muitos benefícios à sociedade ocidental, o que já prova que a fé em um Deus não é a responsável pela geração de atitudes psicopáticas vindas da parte dos fiéis. Ter fé no homem, por outro lado, é um gerador problemas, como se vê nos casos de centenas de milhões de mortes no socialismo, que nunca deu certo em lugar nenhum e ainda assim muitas pessoas insistem que ele seja implantado no mundo, com a fé de que a humanidade, um dia, criará uma sociedade linda e perfeita.

O referido post faz menção a um vídeo de Sam Harris — muito conhecido por usar o shaming em seus discursos para acusar os cristãos de psicopatia — onde ele põe a moral do Deus cristão à prova. Não pretendo comentar cada minuto do vídeo, mas sim a natureza psicopática e dissimulada da argumentação de Sam Harris. Esse mesmo estilo de argumentação pode ser percebido ao passar uma olhada pela página “Fuja da Caverna”. Assistindo ao vídeo, é fácil observar que Sam Harris utiliza mais um jogo de sentimentalismo do que uma argumentação própriamente dita, e é por isso que eu resolvi não comentar o vídeo todo, pois o todo não é relevante, mas sim o ponto central da questão onde Harris põe toda a sua argumentação: “Como pode um Deus perfeitamente poderoso, perfeitamente bondoso e perfeitamente sábio deixar que o mal aconteça? Não somente isso, mas como pode ele deixar que seus filhos caminhem em direção a esse mal, andando com seus próprios pés até o inferno, sem nem mesmo terem consciência disso?”

Esse é o cerne da questão onde Sam Harris baseia toda a sua argumentação. O interessante aqui é apontarmos, desde o início, o modo como Sam Harris joga com o sentimento das pessoas ao apontar as supostas imoralidades de Deus, pois estamos jogando aqui os dois jogos ao mesmo tempo: o apelo emocional e a argumentação lógica. É importante vencer em ambos os campos para “ganhar” definitivamente o debate, pois do contrário as pessoas — principalmente as mais simples e facilmente sugestionáveis — não se sentem realmente convencidas da sua argumentação, e você vai acabar fazendo papel de trouxa. Para quebrar o apelo emocional de Sam Harris, devemos colocá-lo abaixo pelo seu próprio livro de regras e lançar de volta a mesma batata-quente que ele nos lançou, isso quer dizer: jogar nele exatamente o mesmo shaming que ele nos joga.

Sam Harris se mostra muito espertinho ao falar do mal que Deus estaria causando ao mundo a cada instante, caso sua existência fosse comprovada. Acontece que ele se esquece que, se Deus existe, Ele existe em toda a realidade — é simplesmente impossível que Sam Harris analise a “moralidade” de Deus se colocando num plano superior a ele e considerando-o como uma mera hipótese, e somente a partir desse ponto de vista “distanciado”, analisar Deus como se Ele fosse um objeto qualquer que pudesse passar pelo crivo do método científico. Isso é impossível por definição, pois sendo Deus onipresente, Sam Harris não poderia se distanciar dele, nem mesmo quando o considerasse como uma hipótese. Isso quer dizer, em liguagem mais simples, que Sam Harris não pode se colocar no mesmo nível de Deus e pô-lo abaixo pelo seu próprio livro de regras. Isso simplesmente não funciona com Deus, pois caso Deus existisse, ele não poderia estar sujeito a nenhuma moralidade, pois ele seria o próprio criador dela. Sam Harris perde o jogo nesta: quem é dententor da definição do que é “bom” ou “mau” é o próprio Deus: a criação não pode julgar o Criador pelas regras que lhe são impostas.

Nos atemos à parte lógica da coisa: você não pode julgar o criador das regras do jogo pelas mesmas regras que ele criou. Mas ainda assim isso soaria estranho, pois provavelmente ao terminarmos de derrubar logicamente o argumento de Sam Harris, ele logo o levantaria novamente com um apelo emocional: “Quer dizer que se Deus é o dono das regras, então se Ele mandasse você estuprar e matar uma mulher grávida e inocente agora mesmo, você obedeceria, porque Deus é sempre necessariamente bom?” A resposta soaria muito mal aos ouvidos de todo mundo, pois seguindo a lógica que apresentamos até o momento, a conclusão óbvia da pergunta seria “sim”. O problema aqui se coloca da seguinte forma: “Será que Deus realmente ordenaria algo assim?” Não, não ordenaria, e Sam Harris sabe disso, mas fez essa questão para confundir o oponente. Sam Harris tem um problema quando joga com o sentimento das pessoas nessa questão, pois ele omite duas informações pertinentes à questão: ele sabe que dentro do contexto do cristianismo ele deve admitir a hipótese de que, se Deus existe, Ele nos concedeu o livre-arbítrio, e ele também sabe que, se Deus existe, Ele é onisciente. Por um lado, a humanidade tem sua parte da culpa em muitas coisas que acontecem no mundo, e por outro lado, enquanto Deus conheceria todas as variáveis possíveis e existentes, nós só conhecemos uma parte infinitesimal delas. Na verdade, toda questão que envolve Deus com o mal que acontece no mundo esbarra nesse obstáculo: a questão do mal é impossível de ser respondida com exatidão, e os cristãos perdem o jogo quando seus oponentes os acusam, em tom de chacota, de falar que “Deus é misterioso”.

Mas por que ficar com a batata-quente na nossa mão? Se, por não ser possível conhecer todas as variáveis que Deus conhece, é impossível oferecer uma resposta concreta à questão do mal, isso também quer dizer que é impossível sequer formular a “questão do mal”, exatamente pelo mesmo problema: Sam Harris não pode acusar Deus de estar causando o mal no mundo porque ele também não tem a mínima ideia se o que Deus faz é mal ou não — o que ele tem são somente sensações ruins acerca de certas coisas que acontecem no mundo, mas sensações não são argumentos: ele tem que provar isso. Ele não pode confirmar se Deus tem um objetivo maior em jogo ou não. Ele não sabe se Deus vai salvar ou não as pessoas boas, mesmo que estejam em outras religiões — ele simplesmente afirma isso sem provas. Ele é incapaz de diferenciar o mal que é causado únicamente por responsabilidade do homem do mal que ele diz supostamente ser causado por Deus, o que seria um ponto essencial para discutir a questão. Na verdade, ele simplesmente é incapaz de demonstrar sequer uma única contradição lógica entre a existência do mal e a existência de Deus. Há inúmeras variáveis que devem ser definidas antes mesmo da questão ser formulada! Ele fez uma pergunta inútil e sem resposta, que só serve para atrasar o debate e pra taxar os cristãos católicos de possuir atitudes de psicopatas.

Características de um psicopata podem ser mentir de forma compulsiva e manipular a cabeça das pessoas, então uma resposta à altura seria acusar o próprio Sam Harris de psicopatia por formular essa questão de propósito, sabendo que ela não poderia ser respondida de forma adequada e aguardando ansiosamente para chamar seu oponente de psicopata na frente de todos. Poderíamos dizer que o psicopata parece ser ele, que aparenta adorar se aproveitar da compaixão que as pessoas têm para com a morte de outras pessoas, só para convencê-las de que Deus não existe, mesmo sabendo que seu “argumento” só é constituído de apelos emocionais, e não de argumentos de fato.

Concluindo: não há nada de valioso para se discutir na questão do mal quando o assunto é discutir a existência de Deus. Se Sam Harris critica a religião por ser usada para o mal, porque ele não critica, por exemplo, o socialismo, que é uma ideia muito mais delirante do que qualquer religião pode ser, e que causou muito mais mortes do que todas as religiões juntas? Afinal, as religiões são usadas para o mal apenas ocasioalmente, quando seres humanos falíveis (e eles mesmos maus) as interpretam conforme o seu bel prazer, mas o socialismo é sempre do mal. A fé religiosa é, em si, inofensiva, mas a fé numa sociedade perfeita, como a história recentemente já provou, é sempre nociva.

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Desafio aos neo-ateus

Vou dar meio ponto para a ATEA nessa. Por quê? Simples: porque eu concordo que o ensino religioso seja uma matéria não-obrigatória.Não concordo, porém, que essa matéria seja banida das escolas.

Na verdade, nesse post, eu queria falar mais sobre um pensamento absolutamente delirante que está escondido por trás desse pedido só tem aparências de ser honesto e inofensivo feito por parte dos neo-ateus. Os neo-ateus são, por via de regra, esquerdistas de carteirinha, porque eles fazem parte de uma agenda dentro das várias outras agendas da esquerda: o feminismo, o marxismo, o totalitarismo, o gayzismo, o desarmamentismo, o movimento “verde”, etc. etc. Este blog foca somente na agenda anti-religiosa do esquerdismo, por assim dizer.

Dito isso, eu gostaria de verificar uma coisa com os neo-ateus: se vocês rejeitam o ensino religioso nas escolas, pois não querem que seus respectivos filhos sejam educados na religiosidade, então por que, por outro lado, vocês também não rejeitam com igual veemência o partidarismo dentro das salas de aula, especificamente nas aulas de história, filosofia, geografia e sociologia? Afinal, como o Brasil inteiro já deveria saber, o projeto Escola Sem Partido já tem uma vasta quantidade de denúncias para deixar qualquer pai e mãe de queixo caído com as coisas grotescas que seus filhos aprendem presos entre as quatro paredes das salas de aula, sob a autoriade inquestionável de seus professores que: fazem propagandas de partidos; defendem o comunismo; criticam e humilham religiosos; descrevem os EUA e o capitalismo como um “crente” descreveria o diabo e o inferno; ensinam que ninguém nunca nasceu menino ou menina (ideologia do gênero); dão aulas de educação sexual; defendem o PT; e entre tantas outras coisas.

Tudo isso já está arqui-provado, e mesmo assim eu nunca vi — nem ouvi — nenhuma única reclamação contra esse tipo de coisa da parte dos neo-ateus. Por que dois pesos e duas medidas? Por que religião nas escolas não pode, mas esquerdismo pode? Está lançado o desafio: se vocês, neo-ateus, querem provar que eu estou errado e que vocês não têm parte com a esquerda, e que vocês são o que são somente porque não gostam de religiões, então critiquem também o partidarismo dentro das salas de aula, e não somente as aulas de ensino religioso. Isso que dizer: sejam coerentes!

Felicidade

Dessa vez eu dou a razão para os ateus: realmente não é um fato relevante um crente ser mais feliz do que um ateu, ou vice-versa. Isso por si só não prova nada. Relevante mesmo é o que os ateus querem fazer para atingir a felicidade plena deles:
Saiba mais

Um ateu que perde tempo com os ensinamentos morais de Jesus: louco, ou algo pior?

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A cabeça desses ateus não deve funcionar muito bem. Nem quero entrar no mérito da discussão, mas eu só quero perguntar uma coisa: para um ateu, isso faz diferença? Para quê perder tempo pensando em algo que você tem tanta certeza de que não existe? Jesus, Deus, moral objetiva, qualquer uma dessas coisas.

A coerência está mandando um tchauzinho para os neo-ateus.

Agora sim eu me sinto persuadido a virar ateu.

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Depois de descobrir, de fontes ABSOLUTAMENTE confiáveis, que os maiores gênios e intelectuais do mundo são ateus, acho que vou deixar de ser católico.

Aliás, de quem é aquela citação ridícula?

De volta mais uma vez… e um aviso.

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AVISO: Decreto que, a partir de hoje, este blog vai funcionar igual ao cérebro de um neo-ateu: às vezes vai entrar em atividade, poderá ficar parado por muito tempo, só vai continuar servindo para postar imbecilidades ateístas, e, ao menos por enquanto, não haverão esperanças de que essa situação mude.

Agora que o aviso já foi dado, vamos encarar os fatos: apesar das datas, não adianta negar: os caras se interessam SIM pelas opiniões e pelas vontades dos religiosos. Caso o contrário não achariam nada de extremamente perigoso em políticos religiosos… em um país de maioria religiosa. De tudo o que o administrador da página disse acima, o perigo real está somente com os políticos com fichas criminais (esses realmente não faltam), na leitura de um livro de Dawkins, e na ilusão reconfortante de que a ciência um dia vai atingir a onisciência.

Piada: A ATEA quer concorrer ao Prêmio Direitos Humanos 2012

Quando pensávamos que a ATEA não poderia ser mais ridícula do que já é… eles me fazem ISTO. Não poderia haver nada mais cômico do que pensar que a ATEA é uma instituição que defende a liberdade e a diversidade religiosa, quando na verdade o que eles mais desejam é o fim da religião. Mas é claro que, enquanto esse desejo não se realiza, ele lutam fortemente pela redução da religião a meras orações em um quarto fechado ou, no máximo, dentro de uma igreja. Nada de orações em público, anúncios religiosos, crucifixos em locais públicos, pessoas religiosas atuando na política ou qualquer espécie de manifestação religiosa que alcance o conhecimento dos neo-ateus, pois isto é ferir o estado laico, ou ao menos a concepção completamente errada de estado laico que há na cabeça de cada um desses anti-religiosos.

De volta à ativa… e mais besteiras pela frente.

Bom, como todo o meu grande público (3 pessoas) percebeu, eu fiquei inativo por muito tempo devido a minha extrema falta de interesse pela vida alheia, principalmente pelas idiotices proferidas diariamente pelos neo-ateus. No entanto eu me motivei a continuar este blog, e voltarei à ativa, pois conteúdo para ele é o que não falta.

Mas deixando tudo isso de lado, vamos nos divertir um pouquinho com a nova remessa de besteiras que temos pela frente, afinal, elas nunca param de chegar:

Há algum tempo isso virou moda: neo-ateus, seres que já possuem um certo grau de deficiência intelectual, reunem-se todos para imbecilizar-se ainda mais, reforçando sua gama de argumentos pífios anti-religião e seus sentimentos de ódio ao cristianismo. São as famosas àreas de depoimentos e testemunhas presentes nos sites ateus. Não vou comentar nada sobre os depoimentos, apenas leiam e chorem de rir:

Olá ATEA – Meu nome é Sabriny ( sem problemas nenhum em cita-lo ) tenho 19 anos, e primeiramente venho através deste parabeniza-los pelo trabalho todo posto nesta página -.
Vejo muitos depoimentos de ATEUS e ATEIAS na página de vocês e então talvez tenha resolvido criar coragem e vir contar-lhes a “complicação” que isso é na minha vida. – Meu pai, desde que se entende por gente é ATEU,- criou todos os filhos da mesma maneira, nunca nos levou a igreja, nunca nos deixou cair em qualquer coisa que envolvesse religião. Por parte do meu pai, somos cinco irmãos.- Desde de que meus três irmãos eram pequenos, vivam dos “ensinamentos” do meu pai, por medo talvez de contrariá-lo. Mas não demorou muito para que meu pai se afastasse dos filhos para que eles logo caíssem na fábula de que as coisas acontecem porque simplesmente é a vontade de Deus.
Houveram momentos na vida em que cheguei a me questionar sobre a existência desse Deus que todo mundo crê. – Namorei com um menino que a família dele é mais do que fanática a respeito dessa alienação toda. Eles tentaram fazer com que eu mudasse meus pensamentos,.- eu por um tempo, até fingia que gostava e acreditava em todas aquelas experiências que eles falavam pra mim, pois eu os amo tanto que jamais pensei em magoá-los.-
E as pessoas ao meu redor se sentem assim – magoadas por não entender que hoje, ontem, eu resolvi escutar meu pai-, não por medo ou por obrigação, mas por ter certeza de que a pessoa mais certa da minha vida foi ele – MEU pai de verdade. Quantas e quantas pessoas eu ja não perdi, ou tive medo de perder pelo simples fato de, ser o que eu sou… elas não entendem, e sei que nunca vão entender. As vezes penso que ainda sou melhor sendo do jeito que sou do que tentando agradar as pessoas do jeito que ELAS querem que eu seja. – e em um determinado ponto da minha vida, eu conheci A pessoa que lembra muito o jeito do meu pai ser – ele é ATEU, agente chega até brincar com todas essas coisas estúpidas que somos obrigados a ouvir – e, pela primeira vez na minha vida, em 19 anos eu achei A pessoa que gosta de mim mais ainda por eu poder entender ele, e por ele poder entender a mim. As vezes agente se sente uma formiguinha no meio disso tudo, mas toda vez que eu falo com ele ( e agora principalmente vejo as postagens de vocês ) penso que um dia poderemos ser maiores do que toda essa farsa que insiste em crescer e poluir a mente dessas pessoas tão ingenuas. – Desculpe pelo grande depoimento, mas há meses queria falar isso a vocês – mais uma vez, parabéns pela ótima página, e obrigada por de um jeito ou de outro não deixar que eu pense que somos poucos nesse mundo com um pouco de sanidade.

Depoimento de João Paulo da Silva

Olá, eu quero dizer que gosto muito da página e me identifico muito com alguns relatos e sempre mostro pra minha mãe que foi uma das pessoas que mais me maltratou quando informei sobre o fato de eu ser ateu e a decisão de largar a igreja na qual tinha um cargo muito bom.

Gostaria de relatar algo ( não sei se será postado ou não) que sofri a dois anos quando ainda estava no 2° colegial da escola.

Eu estudei em escola publica quase a vida inteira, e sempre gostei de participar das atividades de liderança em prol de melhorias para a escola e alunos. então como os conquistei a confiança dos meu colegas, logo virei presidente do grêmio estudantil e conselho de classe. a minha diretora me apoiava em tudo. até que questionei uma parte da verba que estava sendo utilizada erroneamente,a verba era pra reforma do laboratório que não estava sendo usado pelos alunos, e estava sendo utilizada pra comprar lanches e camisetas pro grupo de caminhada pra jesus nos finais de semana, algumas pessoas da comunidade e da escola se encontravam na escola e faziam uma caminhada em homenagem a cristo. desde esse momento fui banido do gremio e comecei a ser excluido das atividades de recreação como excursões e palestras. até o fim dos meus estudos. contei aos meus pais, mas como são muito religiosos, concordaram com a diretora e eu fiquei com fama de garoto problema na escola,sem nunca ter ido a diretoria com algum problema.

Depoimento de João Paulo da Silva

Olá, eu quero dizer que gosto muito da página e me identifico muito com alguns relatos e sempre mostro pra minha mãe que foi uma das pessoas que mais me maltratou quando informei sobre o fato de eu ser ateu e a decisão de largar a igreja na qual tinha um cargo muito bom.

Gostaria de relatar algo ( não sei se será postado ou não) que sofri a dois anos quando ainda estava no 2° colegial da escola.

Eu estudei em escola publica quase a vida inteira, e sempre gostei de participar das atividades de liderança em prol de melhorias para a escola e alunos. então como os conquistei a confiança dos meu colegas, logo virei presidente do grêmio estudantil e conselho de classe. a minha diretora me apoiava em tudo. até que questionei uma parte da verba que estava sendo utilizada erroneamente,a verba era pra reforma do laboratório que não estava sendo usado pelos alunos, e estava sendo utilizada pra comprar lanches e camisetas pro grupo de caminhada pra jesus nos finais de semana, algumas pessoas da comunidade e da escola se encontravam na escola e faziam uma caminhada em homenagem a cristo. desde esse momento fui banido do gremio e comecei a ser excluido das atividades de recreação como excursões e palestras. até o fim dos meus estudos. contei aos meus pais, mas como são muito religiosos, concordaram com a diretora e eu fiquei com fama de garoto problema na escola,sem nunca ter ido a diretoria com algum problema.

Fonte: https://www.facebook.com/ATEA.ORG.BR/posts/453467868017134

Depoimento de M. L.

“Olá, quero contar minha história.

Ano passado eu estava com uma doença muito séria nos olhos, ela me causava uma dor insuportável e comecei a perder a visão.
Por minha família ser muito religiosa fizeram promessas pra min nada funcionava, meu tio é evangélico e pedia pra eu acompanha lo à igreja dele lá rezavam pra mim, até falavam na linguá dos anjos. Mas nada disso adiantava meu caso só piorava, já tinha ido a um médico mas continuou do mesmo jeito. Certo dia fui no médico especializado e me internaram e começaram a fazer um tratamento . Minha dor desapareceu minha visão estava normal, assim como minha vida.

Então a pouco tempo comecei a pensar se eu estivesse esperando por ‘Deus’ estaria cego.

Fonte: https://www.facebook.com/ATEA.ORG.BR/posts/453460004684587

Depoimento de Y.N.
Olá pessoal da ATEA, primeiramente gostaria de parabenizar a página no facebook, sempre com notícias, humor e etc.
(Gostaria que escondessem meu nome)
Irei falar sobre algo que aconteceu comigo no colégio. Estudo em um colégio católico bem tradicional aqui na Bahia, por isso sempre ocorrem missas e palestras.
Nós alunos sempre perdemos aula por causa dessas coisas, e um dia tiraram a gente da sala para assistir um vídeo sobre boa conduta.
Logo quando começou o vídeo não achei nada estranho, “não estou aqui para falar sobre religião” até aí tudo bem, mas logo no desenrolar do vídeo ele falou a famosa frase entre os cristãos “Não dá para ser um bom cidadão se não tiver Deus no coração.” Eu me senti ofendida claro, já que sou ateísta. Levantei a mão e falei que religião não define caráter, que eu não acreditava em deus, mas que nunca faria nenhum mal à sociedade. Mencionei também ateus famosos que fizeram o bem para concretizar a minha fala, depois disso ninguém falou nada, e até o coordenador quis “reparar” o que o cara do vídeo falou.
Quando eu pensei que já estava tudo bem fui chamada na diretoria, e a diretora do colégio assustada, perguntou se eu realmente não acreditava em deus, eu disse que não e então ela começou a falar que eu precisava achar uma religião, que não dava para viver sem uma e todo aquele discurso de cristão, deu pra parecer que eu poderia ser até de alguma ceita ruim, mas que eu tivesse alguma crença, achei um absurdo, mas como eu não queria muito papo no dia eu dei risada e fui para minha sala.

Depoimento de Igor P. A. Falcão

Olá.

Estudei a vida inteira num colégio católico, tinha aulas semanais de educação religiosa, com missas nas datas usuais, como Páscoa, pentecostes, dia do patrono, etc. Aos 10 anos fiz o curso para primeira eucaristia. Aos 14 anos fiz o curso de Crisma, por escolha própria, meus pais já não me obrigavam mais. No ano seguinte fui monitos do curso de Crisma. Mas minhas razões não eram religiosas. Eu não costumava sair muito de casa sem meus pais, salvo casa de alguns amigos muito chegados. O curso de crisma, e a monitoria do curso me abriram uma brecha. Entre a saída do colégio e o horário do curso havia um intervalo de 3 horas, no qual eu frequentava uma loja que fiz amizade com o dono. As vezes eu até ficava tomando conta da loja sozinho. Eu adorava.

Após o término do meu ensino médio não frequentei mais igrejas, até que entrei para um grupo jovem em uma. Mais uma vez meus motivos não eram religiosos. Prefiro não falar, mas podem ter certeza que não eram.

Falei tudo isso para mostrar que, uma educação religiosa não me tirou a capacidade de pensar e questionar. Desde criança eu tinha preferência pela área das exatas, não consigo pensar diferente do mais próximo possível do método científico. Nunca tive fé. Eu perguntava as coisas nas aulas e sempre que a resposta envolvia fé, dogmas, mistérios, eu me frustrava.

Depois de alguns anos de faculdade resolvi me denominar agnóstico. Eu dizia que acreditava em deus, mas não seguia nenhuma religião.
Mas no fundo eu sabia que eu estava mentindo. Eu não acreditava nada. Não havia nenhuma evidência comprovada. Só pregação religiosa.

E finalmente resolvi assumir o ateísmo. Coloquei em todas as minhas redes sociais e passei a discutir o assunto com qualquer um que estivesse interessado. Virei praticamente um militante da razão. Isso gerou algumas brigas com familiares e amigos, mas eu não ia mudar quem eu sou para evitar brigas.

Mesmo assim, nunca me tornei uma pessoa preconceituosa. Aceitei ser padrinho de duas crianças há pouco tempo. Meu amor por elas não vai mudar por causa de nenhuma crença.

Meu conselho é, não se esconda, ninguém tem que viver numa prisão. Saia do armário.
E você que não é ateu, não discrimine quem é, a pessoa só não acredita no seu deus, assim como você não acredita no deus dos outros.

“A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.”
– Albert Einstein

Essa frase é perfeita. Eu abri a minha mente. Eu li, pesquisei, pensei, refleti.

Faça isso você também. Tente!

Um abraço a todos, e obrigado por ter lido até aqui.

Eu já tentei acreditar na existência de uma força superior, mas infelizmente eu penso, e pensar atrapalha toda e qualquer fé. Tenho a capacidade de colher e buscar dados e informações em outras fontes, que não sejam livros com mais de mil anos de idade escrito por pessoas que acreditavam que a terra era chata e que mulheres devem ser submissas aos seus maridos. Tenho capacidade de processar informações e dividir o que é fato e o que é ficção sem provas concretas. Infelizmente religiosos não têm essa capacidade.

Aliás, religiosos de fato TÊM essa capacidade, mas estão com tanto medo de Deus fazê-los sofrer a eternidade em um mar de fogo, que isso bloqueia a mente humana. Mas, que estranho. Deus, o senhor que criou o universo, criou o homem e o ama incondicionalmente manda sua cria para a dor? Isso não é muito coerente para um ser benevolente. Um ser pelo qual vale à pena louvar. Se Deus realmente existe e faz isso com as pessoas, eu não quero nenhum tipo de ligação com Ele. Qual a diferença entre Deus e um chefe da máfia? Ou faz o que eles mandam, ou eles quebram suas pernas.

Deus construiu uma piscina, jogou pessoas que não sabem nadar dentro e disse: ‘Hey pessoal, eu tenho uma boia. Quem vai fazer o que eu quero? Quem vai me obedecer? Quem vai me amar?’

Mas não é somente o medo de ser castigado que promove a fé. Os fracos precisam de muletas para enfrentar dificuldades cotidianas. Rezam para ficarem ricos, rezam para ter saúde, e até para prejudicar terceiros. Acho que eles não perceberam que a única maneira de melhorar de vida através da religião é ser pastor da igreja universal.

Deus quer prevenir o mal, mas não consegue, então ele não é onipotente. Ele consegue, mas não quer? Então ele é malevolente. Ele quer e ele consegue? Então por que ele deixa o mal acontecer? Ele não quer e não consegue? Então por que chamá-lo de Deus?” (Epicuro) Alguma pessoa de fé pode me responder? Mas se me responder, não responda com frases velhas do tipo: ‘não tente entender os planos de Deus, isso está fora do alcance humano’. Responda com argumentos concretos, chega de ficções, chega de mentiras e doutrinas digeridas.

Eu respeito toda e qualquer religião, da mesma forma que exijo respeito. Embora o artigo 5º da Constituição Federativa do Brasil diz claramente que todos são iguais independente de religião (ou a falta dela), não é isso que está sendo empregado na prática. Políticos criam leis de acordo com o que a igreja diz ser o certo. Claro, a igreja tem muita influência perante a população, e um político contra a igreja nunca será eleito. Por isso nada é feito a favor dos homossexuais, do aborto. A igreja não pode decidir o que é melhor para a população. E a única forma de conseguirmos isso é lutando por um estado laico, ou seja, livre de influência religiosa.

O cristianismo foi base do meu texto, pois infecta a América como uma praga espiritual.

Enfim… se você está entediado e sem nada pra fazer, esses depoimentos podem lhe garantir uma boa diversão.

A ciência que salva almas.

Essa eu achei dentro de minha nova fonte de besteiras: a rede social ateísta. Aliás, esqueça o que eu disse sobre essa rede social há alguns posts atrás, pois eu gostei muito de participar dela, e é de lá que eu fico por dentro de tudo o que se passa na mente neo-ateísta, e obviamente, é de lá que muitas besteiras ainda estão por vir. Como esta, por exemplo.

Chega a ser cômico. É como se a ciência fosse o novo Deus dos neo-ateus. Só falta agora que saiam queimando os hereges que são contra ela, afinal, de acordo com a doutrina deles, a religião é um pecado gravíssimo. É claro que também não poderia faltar um templo e uma Bíblia para essa gente.

Glória à ciência, que salva as pessoas do pecado da religião!

Essa é boa: agora o neo-ateísmo é um movimento moral.

Essa besteira pode ser vista aqui: Bule Voador

Não vou colar o texto inteiro de uma vez, mas vou refuta-lo parte por parte:

Aqui no Bule Voador tivemos textos notórios desde o ano passado fazendo uma (auto)crítica da comunidade ateia, especialmente aquela que se identifica com o termo “neoateu”. O termo ainda é desconfortável, pois veio de fora – partiu basicamente da mídia anglófona em reação aos livros de Dawkins, Harris, Hitchens, Dennett e outros. No nosso ambiente lusófono, um gosto amargo com o termo permaneceu aqui desde que traduzimos uma crítica muito boa de P. Z. Myers a certos erros comuns de serem encontrados na nossa comunidade (digamos, na comunidade ocidental de ateus, especialmente os menos silentes desde a última década). Um erro peculiar, que parece ser idiossincrasia dos ateus brasileiros, é a generalizada rejeição ao fato do ateísmo ser uma crença – a crença na inexistência de deuses. Tentativas de resposta a este fato incorreram em erros apontados por Stephen Bond na comunidade autointitulada cética: cientificismo, desprezo pela filosofia e citação de autoridades científicas reproduzindo esses mesmos preconceitos. A comunidade de filosofia analítica ficaria perplexa diante de tal polêmica num ponto tão pacífico de se estabelecer com argumentos.

Mas vamos agora apontar o que há de bom no neoateísmo, e, em parte previsivelmente, em parte ironicamente, esta contribuição valiosa vem de alguém com formação em filosofia: Daniel Fincke. O texto foi publicado antes no nosso Flying Teapot Project, a versão internacional do Bule Voador, também mantida pela Liga Humanista Secular do Brasil. No esforço eminentemente filosófico de destilar coerência e consistência do movimento neoateísta, Fincke propõe que devemos deixar de lado certos equívocos que cometemos por falta de atenção: como faz o próprio Richard Dawkins, quando por exemplo alega “não me importo com o que você acredita” frequentemente com interlocutores religiosos na BBC. Fincke mostra que não há nada de errado em ser neoateu, que há legitimamente algo de novo neste ateísmo, e este algo de novo, o que será surpresa para alguns, é em grande parte uma questão de moralidade. Uma questão que, devo lembrar, é intimamente relacionada ao humanismo secular. Boa leitura.

Vamos ver o que o texto nos sugere logo nos seus primeiros parágrafos:

  • Afirmou que o nome do neo-ateísmo foi sujado;
  • Quer apresentar o que há de bom no neo-ateísmo;
  • Quer demonstrar a coerência e consistência do neo-ateísmo;
  • Quer demonstrar que não há nada de errado em ser neo-ateu;
  • Quer demonstrar que o neo-ateísmo é apenas algo novo, que está relacionado à moral, e anda ao lado do humanismo secular.

Só daí já dá para parar com a leitura, pois é claramente previsível que o resto do texto vai tentar fazer uma lavagem cerebral em você. Mas é necessário que desmascaremos isto, então, vamos continuar:

Na noite passada argumentei que, quando fundamentalistas religiosos, devido a um senso exagerado de privilégio, exigem que ninguém jamais os ofenda, que os ateus desafiem a retidão moral dos sentimentos feridos específicos, hipersensíveis e injustificados dos fundamentalistas.

É engraçado falarem de retidão moral quando eles são a favor da destruição de todas as religiões do universo. Mais engraçado fica quando eles fazem a mesma coisa em relação a eles, e aos grupos que defendem (feministas, LGBTTTs, etc), pois são todos intocáveis, e experimente fazer uma só crítica a eles para ver o que acontece! Além do mais, os fundamentalistas são um grupo à parte, e não representam todos os religiosos. Adiante:

Argumentei que devíamos fazer isso em vez de defender de forma indiscriminada o direito de ofender pessoas ou fazer a falsa alegação de que ninguém jamais tem o direito moral de não ser ofendido. Na verdade, todos sempre tem o direito moral de não ser de fato moralmente ofendidos. Eles só não tem o direito de alegar ofensa quando não foram genuinamente ofendidos. Precisamos lutar por uma interpretação verdadeira sobre quando é certo ou errado se sentir moralmente ofendido, em ver de insinuar que ninguém que se sinta ofendido jamais teria o direito de exigir dos outros que não os ofendam. Para saber mais sobre esse assunto, veja a postagem de ontem Moral Offense Is Not Morally Neutral (A Ofensa Moral não é Moralmente Neutra) e/ou minha explicação mais longa e detalhada sobre estes assuntos, No, Not Everyone Has A Moral Right To Feel Offended By Just Any Satire or Criticism (Não, Nem Todos Tem O Direito Moral de se sentir ofendido por qualquer sátira ou crítica).

Na verdade, neste ponto o cara está correto. Ninguém tem o direito de não ser ofendido, mas também ninguém tem o direito de alegar ofensa sem ser ofendido. E é exatamente isso que os neo-ateus não entendem. Como eu disse acima, critique um neo-ateu ou um gay pra ver o que acontece, e verá que eles realmente não entendem esse conceito.

Agora gostaria de falar de forma mais ampla sobre a importância dos ateus conscientemente lidarem com categorias morais em geral, em vez de descartá-las todas como moralismo nojento – seja por alguma reação alérgica à moralidade por sua infelizmente estreita associação cultural com a religião por um lado, seja por um relativismo super-corretivo pelo outro. Pode-se, e deve-se, pensar moralmente sem ser um totalitário irrealista e não pragmático, e sem ser autoritário e supersticioso como os piores sistemas religiosos encorajam. Há uma robusta tradição filosófica que há pelo menos um século tem explorado rigorosamente a ética praticamente sem nenhuma tal falsidade moralmente infantil para atrapalhá-la.

Não sei à qual religião ele se refere, mas afirmar que a moral religiosa é autoritária e supersticiosa, e ao mesmo tempo sugerir que o neo-ateísmo defende que deve-se pensar sem ser totalitário e irrealista é no mínimo uma tentativa de self-selling, se não uma falácia. Afinal, não somos nós que queremos a destruição de todas as religiões do planeta Terra, ou acreditamos em um céu em terra, dizendo que sem religião não haveriam males, ou que o ser humano algum dia vai se livrar de suas imperfeições e irá conviver pacíficamente em uma sociedade onde todos são iguais e não haverá diferenças sociais ou econômicas, onde o mundo será perfeito e tudo o que há de bom. Isso é que é realmente pensar de forma totalitária e irrealista. Eu bem que avisei que uma tentativa de lavagem cerebral seria feita, e essa foi a primeira, que não funcionou muito bem.

E neoateus especificamente são um grupo moralmente motivado. Sim, há alguma preocupação com o simples avanço da ciência. Mas até mesmo os acomodacionistas [N. das T.: os ateus que pedem que defensores do ateísmo devem deixar de fazer tanto barulho são chamados por Jerry Coyne, P. Z. Myers e outros de “acomodacionistas”] estão interessados nisto. O que caracteristicamente distingue os neoateus é que nós estamos dispostos a recusar a negociação moral com religiões autoritárias baseadas na fé, o que outros ateus estão dispostos a fazer. Nos recusamos a admitir que o único tipo de crença religiosa que merece crítica pública são aquelas que infringem a política de forma regressiva ou anti-intelectual. Não queremos simplesmente deixar que as pessoas mantenham as suas ilusões desde que não nos afetem pessoalmente, se isso torna as pessoas felizes. Queremos na verdade argumentar que é intrinsecamente melhor viver com a verdade do que sem ela. Queremos argumentar que mesmo que não torne as pessoas mais felizes, elas deviam abandonar suas religiões baseadas na fé unicamente devido à sua falsidade.

Aqui é onde deve-se começar a ter medo desse tipo de gente. Como dito, eles estão dispostos a gritar e enfiar goela abaixo as suas idéias totalitárias à todas as pessoas, sem excessões, porque eles “acreditam” que as pessoas se tornariam “livres da mentira” sem a religião, pois esta mesma é falsa, e eles querem salvar as pessoas dela. Eles não querem que as pessoas continuem a ter uma religião própria, nem mesmo se estas não os incomodarem. É a este ponto que chegamos…

Isso é implicitamente uma exigência ética. Achamos que há algo de bom que as pessoas em geral deveriam ser exortadas a abraçar que é indiferente à sua imediata satisfação ou sofrimento. E com muita freqüência queremos argumentar que se eticamente todas as pessoas rejeitassem a fé, a superstição e o autoritarismo, a longo prazo tanto a felicidade social quanto a individual (e outros benefícios) aumentariam e que com base nisso valeria a pena arriscar que, a curto prazo, as pessoas incorram no sofrimento da desilusão e desorientação que resulta da perda da fé. Então tanto a atitude não-consequencialista quanto a consequencialista são consideradas pelo bem das vidas individuais e coletivas.

Vejam: eles acreditam que as pessoas serão mais felizes sem a religião, mas a longo prazo, e que vale a pena arriscar que as pessoas fiquem desiludidas no início. Mas eles afirmam isto sem certeza alguma, apenas “acreditam”, e nada mais. Eles baseiam-se no achismo, para então concluir que a religião é a raiz do mal, da superstição e do autoritarismo, coisa que eles mesmo estão fazendo agora: estão sendo supersticiosos, irrealistas e autoritaristas. E ainda dizem que é uma questão de ética. Convido eles a acharem para mim onde está a ética aí, senão a ilusão de que o mundo será um lugar melhor sem religião.

Isso é basicamente uma questão ética. Em contraste, são os apateístas e os acomodacionistas do tipo “viva e deixe viver” que são indiferentes a essas considerações sobre o que produz a melhor vida individual ou coletiva e que estão apenas interessados em manter a ciência ou a política puras mas que não seriam tão rudes a ponto de criticar as crenças pessoais de alguém ou os valores autoritários de fundamentação religiosa de culturas estrangeiras.  Nós neoateus vamos muito além da preocupação com a ciência e nos preocupamos em levar uma boa vida. E não devíamos ficar constrangidos por causa disso ou recuar quando confrontados e falsamente amenizar nossos ataques com afirmativas de que não nos importamos com o que qualquer pessoa pensa em particular enquanto mantiverem isso fora da esfera pública. Nós nos importamos, senão seríamos acomodacionistas que só combatem a religião tão minimante quanto for necessário para proteger a educação científica  e a separação de Igreja e Estado, sem nos arriscar para além disso. Se você tem interesse nas crenças particulares de alguém, você se interessa pelo seu bem estar. E você se interessa em ter uma influência ética.

É a mesma tentativa de lavagem cerebral que o parágrafo anterior tentou fazer. Eles simplesmente querem passar a desrespeitar a liberdade de qualquer um, em prol da “felicidade eterna” na terra. Nada mais a comentar aqui.

Da mesma forma, nós neoateus fazemos acusações morais contra os vícios intelectuais de pessoas religiosas. É com frequência que apontamos a fé como uma falha na honestidade das pessoas, uma falha pela qual elas devem assumir sua parcela de culpa; como uma inacreditável aceitação do preconceito; como um injusto privilégio dado às crenças de uma determinada tradição; como uma postura mesquinha e potencialmente perigosa que deve ser considerada culpada por qualquer dano que venha a causar, etc. 

Sim, concordo que a fé pode ser potencialmente perigosa. E os neo-ateus demonstram isso com clareza. Mas não a fé religiosa, e sim a fé cega, coisa que eles estão defendendo agora mesmo. A fé cega é um perigo mundial, e é necessário que  isto seja reconhecido. O neo-ateísmo é um vício intelectual que precisa ser tratado, e o mais rápido possível.

Mas só pra não deixar passar a besteira: eles acham que apenas pelo fato da pessoa possuir uma fé, ela torna-se automaticamente desonesta, pois a fé, de acordo com eles, é uma falha na honestidade.

É também como uma ofensa moral – ou seja, com uma raiva e indignação morais – que encaramos as imposições do privilégio religioso que enche ateus e outras minorias de vergonha e nos mantém no armário. Nossa ira em relação a isso é moral mesmo quando a questão não é política, e sim simplesmente um problema familiar ou dentro de nosso círculo de amizades.

Agora eles reclamam que nós é que mantemos eles “dentro do armário”. Ora, são eles é quem não tem coragem o suficiente pra se admitirem ateus, e nós é que somos alvos de toda ira e toda a culpa? Mas aprecio essa falta de coragem por parte dos neo-ateus. Imaginem o que poderiam ter feito se lhes restasse coragem o suficiente pra fazer o que eles afirmam querer fazer aqui.

E com frequência, quando nós neoateus temos motivação política, em nós (e em algumas das pessoas acomodacionistas também), esta motivação é fundamentalmente moral. Estamos protestando contra a injustiça moral perpetrada contra gays, pessoas trans, mulheres, pessoas atéias, minorias, imigrantes, e outros grupos prejudicados por políticas públicas reacionárias e de fundamento religioso. É essa ofensa moral que nos causa tanta raiva e vontade de protestar.

Ou seja, eles não admitem que alguem faça nenhuma espécie de crítica aos grupos defendidos por eles, mas defendem que todo mundo tem o direito de ser ofendido. Não sei em que moral eles se baseiam para isto. E não adianta vir com essa de estar do lado dos oprimidos, eles fazem isto apenas quando lhes é conveniente, mas no final das contas, apenas querem atingir seus objetivos totalitários. Todo mundo tem o direito de ser contra o homossexualismo e o lesbianismo, mas eles não respeitam isso. Ao contrário, eles podem criticar e se enraivecer o quanto quiserem, mas se alguém faz isto a eles, é provável que esse alguém sofra de overdose de processos e ofensas, ridicularizações em massa, e quem sabe batam na porta da casa dessa pessoa para uma tentativa de assassinato. E se você acha que eu exagero, veja alguns comentários que vi em sites neo-ateus em meio às minhas pesquisas:

Vai chamar Carpinteiro à puta-que-te-pariu. Cabões
como tu conheço-os de gingeira.  E já te avisei uma vez. Dá algum trabalho localizar-te, mas é possivel fazer-te
passar um mau bocado. Eu no teu lugar não arriscava tanto.

Os administradores do blog têm acesso aos IPs de todos os
comentadores, pelo que não é tão difícil como pensa chegar até ele e fazê-lo
passar umas semanas numa urgência. E, quando lá estiver com um braço engessado
e umas costelas partidas, vai ter tempo para apurar a escrita e melhorar a
retórica. Não é tarefa impossível chegar ao traffic shaping deste canalha e
arranjar-lhe uma placa dentária nova. Não é tão difícil quanto ele julga

Enfim, próximo:

Estamos apresentando argumentos éticos quando defendemos a autonomia em detrimento do patriarcado e da teocracia, a diversidade em detrimento da ditadura da maioria, o prazer sexual livre de culpa em detrimento da repressão, o sexo consensual em detrimento de formas “socialmente aceitáveis” de estupro, os direitos reprodutivos em detrimento de superstições biológicas, a liberdade de questionar em detrimento do autoritarismo, o senso de responsabilidade pelo atendimento ás necessidades da população mais pobre em detrimento do darwinismo social, o tratamento da dependência química baseado em compaixão e em princípios médicos em detrimento de uma tentativa de resolver tal questão apenas através de leis, os direitos de pessoas criminosas em detrimento da vingança da temerosa turba de “homens de bem”, a atenção às necessidades de grupos excluídos em detrimento do preconceito contra membros de nosso próprio grupo, etc., etc., em inúmeras áreas com as quais nos importamos apaixonadamente, e nas quais militamos.

Ilusões, ilusões, olhem o que vocês fazem com os pobres neo-ateus. Eles simplesmente querem acreditar que um drogado vai ir à uma clínica só na base da compaixão e do amor, eles querem acreditar que um casal gay é a mesma coisa que um casal heterossexual, eles querem acreditar que a religião é a origem dos males do universo, eles querem acreditar que criminosos convictos tem que ter uma segunda chance, uma terceira, uma quarta, e assim por diante. Todas essa visões baseadas em fé cega, à qual eles tanto são contra. Eles acham que todos vão agir conforme eles pensam, e o mundo virará um lugar melhor.

É uma tentativa de lavagem cerebral após a outra. Eles acham que eles ganham por repetição…

Nossa motivação implícita, o tempo inteiro, é guiada por uma consciência moral e por uma análise meticulosa desta moral. Rejeitamos o desleixado relativismo cultural que, em nome de uma perversão da ideia de tolerância, permitiria o abuso de direitos humanos no exterior desde que não nos afetassem. Rejeitamos as concessões fáceis que são feitas a mentiras e ao autoritarismo em troca de uma paz covarde e ordinária entre nós e as instituições religiosas que reprimem e oprimem a mente de seus membros mesmo quando não perturbam mais ninguém além destes membros.

Depois disso tudo, eles ainda culpam a religião por lavagem cerebral, e ainda dizem que analisam meticulosamente as suas consciências morais. Vimos que tudo isso é falso: eles é quem tentam fazer lavagem cerebral, e eles é quem se baseiam em fé cega. Não há nada de meticuloso no que eles fazem, se houvesse, haveria ao menos uma simples frase racional nesse texto todo.

E, por fim, enquanto movimento moral, precisamos ter consciência da forma como apresentamos nossos julgamentos morais. Precisamos examinar com rigor e ética as justificativas teóricas e práticas de nossas assertivas morais e da moralidade em si. Precisamos evitar a hipocrisia em nossos julgamentos. Precisamos ter cuidado para não cairmos no fundamentalismo ou na arrogância. Precisamos exercer a vigilância e a autocrítica, para que não nos tornemos o tipo de moralista que, quando está do outro lado, nos causa tanta repulsa. Precisamos impedir que, em nossas tentativas de influenciar a forma como outras pessoas pensam e como elas vivem uma das questões identitárias mais importantes em suas vidas (suas religiões), não nos tornemos tão repulsivos e invasivos quanto os proselitistas religiosos insistentes e manipuladores que tanto desprezamos.

Tarde demais. Vocês já são piores que os fundamentalistas religiosos. O pior disso é que a fé cega é tanta que eles já não são mais capazes de ver a sua própria irracionalidade. Se afirmam constantemente como donos da razão e da autocrítica, e nem se lixam a tentar demonstrar isto.

É… parece que não é bem um movimento moral o que eles querem. Está mais pra uma estorinha do Pink e do Cérebro pra tentar dominar o mundo.

Mas é hipócrita evitar o fardo de nossa responsabilidade moral alegando que não nos importamos com a moralidade privada de outras pessoas, e sim apenas com suas políticas públicas. E, por ser hipócrita, não é uma opção válida para nós, que aspiramos a ser pessoas honestas. Podemos estar defendendo um tipo de moralidade que envolve o pluralismo e uma diversidade moral muito maior do que a permitida pelo fundamentalismo religioso, mas ainda fazemos, com frequência, julgamentos morais em relação aos quais consideramos impossível ceder.  E precisamos nos apropriar desse sentimento, e ter orgulho dele, e examiná-lo com cuidado e atenção. É ele que nos torna uma alternativa real e robusta ao conservadorismo político teológico. É ele que que dá aos nossos argumentos uma base ética mais profunda e mais completa do que aos argumentos da maioria das  pessoas que professam o liberalismo ou o libertarianismo, pessoas sem interesse nas crenças e práticas alheias.

E os neo-ateus ainda se sentem responsáveis pela moral particular de todos, o que mostra mais uma vez as suas idéias totalitaristas. E depois vem o discursinho barrela de “somos honestos”,”defendemos uma moral melhor e mais diversificada”, “examinamos nossa moral com cuidado e atenção”,”temos uma base ética mais profunda e mais completa”. Demonstrar que é bom, nada. É só para lavagem cerebral mesmo.

Acho que já está na hora dos religiosos em geral se levantarem contra o neo-ateísmo, pois caso o contrário vai ter muita gente querendo cuidar de suas vidas como se elas não fossem realmente suas, coisa que esse texto mais sugeriu.

(EDITADO: fiz um erro de interpretação aqui, e por isto estou reescrevendo partes do meu texto)