Festival de Besteiras Ateístas

Uma crítica à desonestidade de certas pessoas.

Arquivos Mensais: julho 2013

Os tropeços de Cláudio Loredo

Li essa besteira aqui: http://www.antigo.religiaoeveneno.org/viewtopic.php?f=1&t=15201&sid=43dd8ccf08e6dde0894c375e9263379f

Eu sei que o texto é velho e a opinião do autor sobre o assunto pode ter mudado, mas vou apontar as besteiras mesmo assim, porque a besteira já foi escrita, e besteiras, novas ou velhas, merecem seu lugar neste blog.

Ao invés de comentar o texto inteiro, vou apenas às partes mais importantes:

Primeiro, criei o Site Realidade http://www.geocities.com/realidadebr. Meu objetivo com ele era claramente criticar a religiosidade e levar uma mensagem de ceticismo e indignação para as pessoas. Só que eu não queria fazer isso de uma forma intelectualizada. Queria usar uma arma que as religiões usam para transmitir o ceticismo, ou seja a emoção.

O que é isto? Uma confissão? Já nos primeiros parágrafos? Bem… já sabemos que não podemos esperar muito ceticismo de uma pessoa que precisa se utilizar de apelos emocionais para trasmitir o mesmo. Se é o suposto apelo à emoção das religiões que ele tanto critica, a atitude mais coerente seria a de evitar utilizá-lo, e não tentar aplicá-lo ao máximo em seu discurso.

Naquela época, ano de 2000, os céticos estavam começando a se reunir pela internet. Nossos encontros virtuais começaram com uma lista de discussão chamada FÓRUM CÉTICO BRASILEIRO . Participo desta lista desde 1999.

Só uma coisa: ele usa a palavra cético (e derivados) o texto inteiro, mas apenas para conotar ateísmo e/ou anti-religiosidade, o que não passa de uma falsidade, de uma auto-rotulagem, uma propaganda barata para se vender de cético, quando na verdade ele não é totalmente cético. Qualquer um pode ser parcialmente cético, mas em relação a outras coisas, como por exemplo o próprio ateísmo.

O fórum já começou bastante movimentado. Bastou eu colocar as primeiras mensagens que as pessoas começaram a responder e dessas respostas nasceram outras respostas e perguntas e  outras mensagens. Aquele espaço era o primeiro espaço da internet onde as pessoas podiam escrever livremente sobre assuntos polêmicos e ainda podiam saber que seriam lidos por outros, e outros responderiam, questionariam e com isso cada um podia melhorar seus pensamentos.

(…)

A frase “RELIGIÃO É VENENO”  foi dita por Mao Tse-tung. Não sei se ele foi o criador dela. Li ela em algum lugar bem antes de criar o fórum. Achei a frase inteligente e ela ficou na minha cabeça. Resolvi colocar este nome no fórum porque ele sintetizava o que eu e muitos queriam dizer pela Internet. A religião faz mal e alguém precisava falar isto. Finalmente, por todo o Brasil haviam pessoas dispostas a concordar publicamente com esta frase.

Está aí a prova do que eu disse antes: ele não é cético coisa nenhuma. Tamanha é a fé dele, que ele acredita ter criado o primeiro espaço na internet a permitir a discussão do ateísmo, sendo que outros sites/blogs/fóruns semelhantes poderiam já ter sido criados antes, talvez não com a mesma popularidade (mas isto também é incerto, já que a internet é muito vasta). Ele também se inclinou a acreditar que o espaço criado por ele estava melhorando o pensamento dos outros, o que também requer muita fé (ou capacidade de leitura mental), pois a menos que se tenha certeza absoluta disto, as outras consequências restantes nunca podem ser realmente descartadas, afinal, alguém poderia muito bem sair mentalmente desequilibrado de uma discussão, coisa que raramente deixa de acontecer quando um neo-ateu está perdendo em um debate, por exemplo.

Depois ocorreu outro grande salto de fé, como acreditar piamente que a religião é o mal do mundo. Isso sim é que é uma ideia boba e infantil. E nem vou comentar sobre a pérola, solta por Cláudio, na qual ele cita o Mao Tse-tung, e ainda acha sua ideia inteligente. Mao Tse-tung (juntamente com a carnificina promovida por ele) é o RESULTADO dessa ideia levada às suas últimas consequências, resultado este que, infelizmente, foi observado mais de uma vez ao longo da história.

Talvez devemos aconselhar Cláudio a pensar mais um pouco antes de escrever?

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